Escola transformada em Museu de Pão


Parabéns a esta iniciativa desenvolvida pela Junta de Freguesia de Gimonde em Bragança. São ações como estas que a padaria necessita!

“Gimonde constrói Museu do Pão

» Projecto engloba a realização de actividades durante todo o ano alusivas ao ciclo do pão
A antiga escola primária de Gimonde, no concelho de Bragança, vai ser transformada num museu. O edifício já não recebe alunos há cerca de seis anos e vai agora ser transformado num espaço que retrata a história daquela freguesia.
O presidente da Junta de Freguesia, Vítor Alves, diz que o objectivo é mostrar a quem visita a aldeia todo o ciclo do pão.
“É um sonho antigo que nós temos para a freguesia. É um projecto que nós intitulamos o ciclo do pão, que engloba o aproveitamento da antiga escola primária para a implementação do museu do pão, com forno, e com todos os instrumentos que eram utilizados antigamente para cozer o pão”, explica o autarca.
Este projecto contempla, ainda, a realização de actividades durante todo o ano, através de parcerias locais.
“A aldeia de Gimonde sempre foi conhecida pelo pão. Por isso, para este projecto temos parcerias com as duas padarias que existem na aldeia e com os restaurantes locais, tendo em conta que o pão também está associado à boa gastronomia”, enfatiza Vítor Alves.
A Junta de Freguesia aposta neste espaço cultural para atrair ainda mais turistas a Gimonde.

“É uma forma de termos actividades complementares ao turismo rural que existe na aldeia. Há muita gente que nos visita e em termos culturais muitas vezes não temos oferta significativa. Com este projecto pensamos que eles poderão sair da aldeia mais satisfeitos e com vontade de regressar”, salienta Vítor Alves.

Este projecto representa um investimento de 39 mil euros, comparticipados por fundos comunitários, através de uma candidatura apresentada pela Junta de Freguesia à Corane.
Depois de ter conseguido o financiamento, a Junta de Freguesia prevê que as obras do museu arranquem ainda durante este ano.”

Fonte: http://www.jornalnordeste.com/noticia.asp?idEdicao=489&id=19232&idSeccao=4359&Action=noticia#.UkSDtYakodk

O milagre do pão


O milagre do pão

milagre

A fila da necessidade, assim lhe chama o jornal El País, nasce às 6:00. Duas horas antes da abertura da padaria, centenas de pessoas, essencialmente idosos, marcam lugar. Por aqui passam todos os dias quatro mil pessoas.

Antonio Sanchéz tem 74 anos, percorre diariamente a pé três quilómetros para comprar este pão a 20 cêntimos. António leva no saco cinco baguetes, uma ajuda para os sete netos, todos desempregados.

Na padaria de Pepe Navarro o pão custa uma quarta parte do que custa nas outras padarias, mesmo nas grandes superficies o preço é o dobro.

Dentro da padaria, Angelita Juaréz, octagenária, descansa num banco onde pousa um saco com dez baguetes. Ao repórter do El País, conta que alimenta sozinha seis netos. Com lágrimas a rolarem pelo rosto diz que é um regresso ao antigamente, ao tempo em que as dificuldades racionavam a comida.

Mas em Valência nem todos aplaudem a iniciativa de Pepe Navarro: um padeiro, filho de padeiro que iniciou em Setembro o que muitos apelidam já de o milagre do pão.

Sofia Morais. Fonte: http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=2950113&tag=p%E3o

Cientistas provam: pão cai sempre com a manteiga virada para baixo


 

 

 

Existem muitos cientistas espalhados pelo mundo preocupados com diversos assuntos que são de todo o interessa para a Humanidade. Por outro lado, existem outros que realmente parecem não ter nada pra fazer…

Foi o caso do professor Cristopher Smith do departamento de ciências dos alimentos da Universidade de Manchester, na Inglaterra, que conduziu a pesquisa com uma equipa de académicos.

Após centenas de torradas derrubadas das mesas, várias discussões e muita matemática, Smith provou que a torrada sempre dá metade de uma volta antes de atingir o chão.

A explicação desta experiência vai ser provada em vídeo, como extra nos DVDs da sexta temporada de Big Bang Theory, aquando do seu lançamento.

Agora, será que se o pão estiver no prato com a manteiga para baixo, irá cair com ela para cima?

Fonte; http://noticias.r7.com/esquisitices/cientistas-provam-pao-cai-sempre-com-a-manteiga-pra-baixo-06092013

Pão Alentejano em conferência na abertura da Feira Anual de Cuba


pao alentejano

 

«A Vila de Cuba acolhe na tarde desta sexta-feira a conferência subordinada ao tema “o pão na identidade, na cultura e na economia alentejana”.

A iniciativa integra “A Festa do Nosso Pão” que, por sua vez faz, está incluída na 80ª Feira Anual de Cuba.

A sessão contou com a participação Francisco orelha, autarca de Cuba, Ceia da Silva, presidente da Turismo do Alentejo E.R.T e António Costa da Silva, vogal do Inalentejo. Em representação do Secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agro-alimentar, Nuno Vieira Brito, que não pode estar presente, esteve a assessora do mesmo, a Engª Paula Pinto.

Uma das novidades deste ano é o facto de, pela primeira vez, a Turismo do Alentejo ser entidade promotora da “Festa do Nosso Pão”. António Ceia da Silva, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo, diz que “temos que ter orgulho no nosso pão e temos que afirmá-lo como o melhor pão do mundo”. O mesmo acrescenta que “este alimento é uma componente da nossa região, da nossa identidade e da nossa alma”.

Francisco Orelha, autarca de Cuba, diz que “o objectivo desta iniciativa é a promoção do pão alentejano e dos doces tradicionais.” Para o presidente do município, “sendo o pão um produto que tem um impacto tão grande na economia do concelho, era importante que o verdadeiro pão alentejano fosse certificado, esta é de resto uma batalha já com alguns anos”.

António Costa da Silva, vogal do Inalentejo diz que “temos que nos diferenciar por aquilo que somos melhores e se formos capazes de nos distinguirmos naquilo que fazemos bem, conseguiremos ter um território muito mais afirmado”. O mesmo refere que “o pão do Alentejo é excelente”.

Paula Pinto, assessora do Secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agro-alimentar, diz que “na dieta mediterrânica que é agora candidata Património Imaterial da Humanidade, o pão é fundamental”. A mesma realça que “o pão deve ser uma constante na nossa dieta alimentar diária”. A representante do governo enalteceu ainda a iniciativa” e garantiu que  “a secretaria de estado está “empenhada” na certificação do pão Alentejo.

Na sessão de apresentação, Francisco Orelha frisou ainda que “em parceria com a Associação Terras Dentro tem sido possível levar em frente esta iniciativa tão importante”. O mesmo sublinhou que “a Feira de Cuba é das melhores do Alentejo”.

A conferência contou com a participação de Ana Paula Figueira, docente do Instituto Politécnico de Beja, João Ruivo, economista, Sérgio Carvalho, director científico do Museu do Pão de Seia e Mouette Barboff, professora e investigadora que, apresentou os livros “Terra mãe, terra pão”, “O pão em Portugal” e “A tradição do pão em Portugal”.

A Feira de Cuba assinala 80 anos de existência. Arrancou hoje e termina na próxima segunda-feira, 2 de Setembro.»

 

 

Artigo escrito e retirado de Rádio Pax.

Preço do pão no Brasil


Com o aumento da escala do dólar nos últimos dois meses, o preço do trigo no mercado externo tem vindo a disparar e já começa a fazer peso no bolso do consumidor, que já têm encontrado o pão francês mais caro nas panificadoras do Paraná. Este aumento ronda aproximadamente 7% o quilo do produto.

A culpa do aumento, segundo dono de uma padaria, provém principalmente do trigo, este refere que “Como quase todo o grão utilizado pelo setor é importado devido à qualidade, o aumento do dólar está pesando cada vez mais”, para este senhor o custo da farinha subiu 40% só este ano, e ainda deve subir mais. Ele refere ainda que não teve como manter o preço do pão, que passou de R$ 8,90 para R$ 9,50 o quilo. “Se o dólar atingir a cotação de R$ 2,70, conforme vem sendo noticiado, não será possível absorver novos repasses no preço da farinha”, afirma. Admite que o trigo é o principal fator mas que o aumento de outros bens, como o leite, também não tem ajudado.

Noutra panificadora, um padeiro afirma que um saco de farinha de 25 Kg custava à uma semana R$ 46,80 e que na segunda-feira já estava a R$ 52. Salienta que o aumento do trigo está mais “salgado” por ser importado do Canadá, pois o principal fornecedor (Argentina) não tem abastecido o mercado interno. Algumas indústrias já tentaram negociar o produto com o Paraguai, mas a qualidade não é boa e o resultado não foi vantajoso. O preço do pão ao quilo ronda, neste momento, R$ 9,78.

00726

Também noutra padaria, a proprietária, conta que um saco de 50Kg de farinha para panificadora passou em três meses de R$ 60 para R$ 105. “Como a concorrência é muito grande, estou segurando o preço do pão francês, que tem o maior volume de venda. Para compensar os prejuízos, repassei o aumento para os demais produtos da padaria”, informa. No seu caso, a proprietária diz que o reajuste necessário para cobrir os aumentos teria que ser de 60%.

O segredo dos Pastéis de Belém


Foi em 1837, em Belém, próximo do Mosteiro dos Jerónimos, os clérigos do mosteiro puseram à venda numa loja uns pastéis de nata. Nessa época Belém ficava longe de Lisboa, sendo o acesso feito por barcos a vapor. Os turistas eram atraídos pelos monumentos Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém que facilmente se habituaram ao delicioso Pastel de Belém.

belem

Fig1 – à esquerda Mosteiro dos Jerónimos, à direita Torre de Belém

O mosteiro fechou a 1834 em sequência da revolução liberal de 1820. Assim, o pasteleiro do convento decidiu vender a receita ao empresário português vindo do Brasil Domingos Rafael Alves, e hoje continua na posse dos seus descendentes.

Os Pasteis de Belém foram postos à venda numa lojinha situada próximo do Mosteiro dos Jerónimos, onde rapidamente chegaram ao paladar de muitos dos visitantes, expandindo-se. Em 1837 inaugurou-se então a pastelaria “A antiga Confeitaria de Belém”.

Fig2 – Antiga Confeitaria de Belém

E é aqui que se tem vindo a trabalhar sem interrupções desde então, produzindo cerca de 15.000 pastéis por dia.

A verdadeira receita que é apenas conhecida pelos verdadeiros mestres pasteleiros é fabricada na Oficina do Segredo sem alterações de receita.

Hoje, é possível comprar os Pasteis de Nata em todos os cafés de Portugal, hipermercados, na industria de pastelaria, mantendo-se os originais na pastelaria de Belém ( onde apenas estes se podem denominar como Pastel de Belém). Como um doce português, o pastel de nata é também bastante comum no Brasil.

É importante referir que Pastéis de Nata e Pastéis de Belém, embora sejam muito semelhantes e com um historial comum, são pastéis diferentes. O pastel de nata, como o nome indica, leva como ingrediente natas, enquanto que pastéis de Belém não possuem este ingrediente sendo confeccionado essencialmente com gemas de ovo e açúcar. Se provar os dois notará a diferença no sabor, embora o aspeto seja bastante semelhante.

O segredo dos Pastéis de Belém

É na Oficina do Segredo na Fábrica dos Pastéis de Belém que se guarda a antiga receita secreta da confecção e preparação dos verdadeiros pastéis de nata – os Pastéis de Belém. Os mestres pasteleiros da Oficina do Segredo são os poucos detentores da receita, assinam um termo de responsabilidade e fazem um juramento em como se comprometem a não divulgar a receita.

Isabel Choat revela as surpresas da gastronomia portuguesa para Guardian


Parece que mais uma vez a gastronomia portuguesa dá que falar pela positiva, e desta vez não foi nada com o nosso maravilhoso pastel de nata que percorre o mundo, ou do nosso cozido recheado de enchidos, ou do nosso bacalhau. Isabel Choat, jornalista inglesa da revista The Guardian, visitou a nossa capital, Lisboa, conheceu o nosso Mercado, os famosos caracóis servidos como petisco, os vinhos, a sardinha e muito mais…

Veja: 

«

Guardian revela 'surpresas da gastronomia portuguesa'

© Sol e Pesca – Antiga loja de artigos de pesca é agora um bar e conquistou a correspondente do jornal britânico
Lisboa volta a deixar os ingleses, literalmente, de água na boca. O jornal The Guardian publicou um artigo exclusivo onde elogia as surpresas gastronómicas que se provam por Lisboa, quer em “cafés de esquina, em tascas gourmet ou quiosques à beira-mar”.
“Nem tudo é bacalhau ou pasteis de nata na capital portuguesa”, afirma a jornalista correspondente, Isabel Choat. Numa excursão gastronómica por Lisboa, a autora provou uma série de petiscos de eleição dos portugueses e, no fim, elaborou um novo e elogioso texto sobre os segredos e delícias de Portugal.
A viagem começou no Mercado da Ribeira, numa “tenda cheia de sacos com caracóis, destinados a algumas das incontáveis tavernas espalhadas por Lisboa, onde os pequenos moluscos são um petisco popular, especialmente no verão, acompanhado de uma imperial bem gelada”.
Guiada por Célia Pedroso e Filomena Pinto, da EatDrinkWalk, empresa que organiza tours gastronómicas a pé pela cidade, Choat conheceu aquele que é o maior centro de venda de produtos frescos da capital. “Por ser o sítio mais barato para comprar produtos do dia, o Mercado é muito popular entre os chefs e habitantes da cidade, mas são poucos os turistas que arriscam a entrar”, escreve.
A uma curta caminhada fica o Sol e Pesca, uma pequena loja de artigos de pesca transformada em bar por Henrique Vaz Pato, cujo livro de receitas – com o mesmo nome – elevou a sardinha assada a ingrediente favorito para elaboração de petiscos gourmet.

“Mas, apesar da fama, o Sol e Pesca mantém-se fiel às origens. Trata-se, essencialmente, de um simples bar que sabe fazer uma coisa muito bem: petiscos com peixe em conserva.”

Como prova de que a humilde sardinha se tornou tão popular na cozinha portuguesa, metade das latas de sardinha, mexilhões, lulas, polvo, atum e enguias, dispostas nas prateleiras do Sol e Pesca vêm com um design muito moderno e atrativo que fez a jornalista pensar em decorar a sua própria cozinha com elas.

“Para aqueles que não se quiserem ficar pela admiração das latas, podem mesmo selecionar uma e, por mais um 1€, ter o conteúdo servido em broa de milho, acompanhado de um copo de vinho tinto”, acrescenta Choat.

O melhor à mesa nos quiosques da capital

Depois de atravessar a nova avenida que liga o Cais do Sodré à Praça do Comércio, a jornalista descobriu uma outra “humilde mas brilhante especialidade lisboeta – os quiosques”. Já existem há mais de um século e “alguns até marcam presença nos miradouros, parques e cenários mais idílicos da capital para quem quiser um snack, café ou cocktail”.
O mais recente da zona é o quiosque da Sea Me, uma extensão do já conhecido restaurante de marisco da cidade, com o mesmo nome. A jornalista sugere uma sopa de peixe (2,75€), o hambúrguer de salmão (6,50€) e um copo de vinho verde (2,50€), enquanto se contempla a paisagem do rio Tejo.
Destaque ainda para a Pensão Amor, “um antigo bordel”, agora transformado em bar, que nos “remete para os seus tempos antigos, com paredes cobertas de seda e peles de tigre, poltronas de veludo vermelho e uma livraria erótica”.

A última paragem desta excursão gastronómica foi no The Wine Spot, “um elegante e novo bar de vinho, num atrativo e agradável pátio da Calçada Nova de Saão Francisco”, onde é possível gastar-se 300€ numa garrafa ou 2,70€ por um copo.
Isabel Choat conclui o artigo a dizer que “mesmo se não tivesse comido nada a não ser bacalhau tipicamente português e pastéis de nata, teria adorado Lisboa. As paisagens com os telhados de terracota, as igrejas e uma espetacular ponte suspensa a cada esquina, os adoráveis elétricos amarelos que percorrem os pitorescos bairros da capital – tudo isto faz da cidade um retiro fantástico”.
lisboa
“O facto de haver tão mais a dizer sobre a sua cozinha, para além da comida tradicional, só fez com que gostasse ainda mais de Lisboa, do que aquilo que já gostava”, conclui a jornalista.

»

Artigo retirado de Boas Notícias, para ver o artigo completo em inglês aceda aqui

SAVE THE WHEAT AND HELP THE FLEET


guerra

O cartaz publicitário ‘Salvar o trigo e a frota de ajuda’, foi emitido pelo Ministério da comida em 1917, faz parte de uma campanha mais ampla, que tenta incentivar os membros do povo a economizar na comida, tenta criar uma ligação entre as escolhas individuais e o mais amplo esforço de guerra.

Dentro desta coleção de cartazes os mais exclusivos foram criados por Bert Thomas, um cartoonista político que contribuia para a revista Punch, foi lá que durante a I Guerra Mundial produziu o famoso cartaz ‘Arf um mo Kaiser’ (na imagem abaixo).