A magia de fazer pão


Fazer pão é algo verdadeiramente mágico. Partilhamos convosco um vídeo disponível na página de Facebook Tasty Presents.

Uma peça muito bem desenvolvida que faz da padaria um setor incrivelmente mágico e querido por todos.

Veja com atenção todos os passos de Gus Reckel (antigo bancário), Edan Leshnick e Jeremy Jan.

“Bread takes time and patience… and things sometimes go wrong.” O pão precisa de tempo e paciência… e, por vezes, as coisas correm mal…

Anúncios

Massa velha, massa mãe, “masa madre”…


Muitos têm-nos questionado o que é ao certo uma massa mãe, uma massa velha ou simplesmente a “masa madre”. A resposta é muito simples e decidimos transcrevê-la de um texto do blogue Mexipan – uma feira de panificação do México.

Texto original:

“La masa madre no es ninguna novedad en el universo de la panadería, sin embargo, se ha popularizado entre muchos panaderos jóvenes que buscan volver a la preparación tradicional del pan. Ahora bien, ¿qué es? Podríamos llamarlo un elemento vivo compuesto de un cultivo mixto de levaduras y bacterias alimentadas con algún tipo de harina integral o en palabras más sencillas; una mezcla de agua y harina sin ningún tipo de levadura industrial añadida.”

Link

A massa mãe é, simplesmente, água e farinha (sem qualquer tipo de fermento adicionado) que é deixada a repousar durante muitas horas, para que, posteriormente, seja adicionada a outras massas tornando-a mais rica, tradicional e única.

As caralhotas (pão) de Almeirim



Nem todos conhecem a palavra caralhotas ou o que o significa exatamente. Um nome bastante curioso e caricato que faz lembrar tudo menos o que é.

Mas aqueles que já ouviram falar certamente não se esquecem. As caralhotas são o pão tradicional de Almeirim que acompanha a sua famosa sopa da pedra.

Um pão muito saboroso, de miolo suave que gentilmente se desfaz ao colocar na boca e com uma textura de forno de lenha que não engana. Um pão que identifica Almeirim e que também a promove numa relação recíproca.

Estivemos a ler um artigo muito interessante que explica as caralhotas no seu todo…

O nome caralhotas nasce por causa dos pequenos pedaços de massa que ficavam nos alguidares da massa, parecidos com os borbotos das camisolas.

Este artigo fala de Emília Caldeira, uma padeira artista de Almeirim que “trata as caralhotas por tu” e atrai os curiosos e turistas que procuram saber o que são ou deixam-se contagiar pelo cheirinho a pão quente que se faz sentir na rua Moçambique.

 “É uma arte que já vem dos avós e bisavós de Almeirim. A caralhota é feita com farinha, água, sal e fermento. Mas o segredo está na forma como se bate a massa. Tem de ser num alguidar de barro, sempre a bater até pingar o suor. Até a massa fazer bolhas”, diz Emília Caldeira, pode ler-se no artigo.

Leia o artigo aqui.

Sensibilidade ao glúten não existe… Verdade?


Uma equipa de investigadores noruegueses e australianos fez uma experiência que publicou uma conclusão bastante surpreendente: o inchaço e desconforto abdominal que muitas pessoas, sem doença celíaca, relatam após a ingestão de pão pode não ter nada a ver com o glúten, mas com outro componente do trigo: os frutanos.

Os frutanos são um tipo de hidrato de carbono encontrado, além do trigo, em alimentos como a cebola, o alho e outros vegetais.

Estudos anteriores já tinham antevido uma possível ligação entre os frutanos e a síndrome do intestino irritável, o que levou os investigadores a interrogarem-se se este elemento estaria também na origem de outros problemas digestivos. 

Para esta investigação as 59 pessoas com intolerência (não celíaca) ao glúten, ao longo de várias semanas, consumiu barras de cereais e anotou os sintomas que teve. Algumas das barras tinham glúten, outras frutanos e outras nem uma coisa nem outra.

Depois dos registos analisados, os investigadores descobriram que a maioria dos voluntários teve o típico inchaço apenas depois de ingerir as barras de cereais que continham frutanos e que quando comiam as que tinham glúten e as de controlo não sentiam qualquer desconforto.

Os investigadores sublinham que esta é uma descoberta importante, uma vez que as dietas com baixo nível ou sem glúten foram associadas, num estudo da Universidade de Harvard, a um risco maior de desenvolvimento de diabetes tipo 2.

A doença celíaca é uma doença auto-imune que ocorre em indivíduos com predisposição genética causada pela permanente sensibilidade ao glúten.

Fonte do artigo: Revista Visão 

Feira Natalis (FIL) com concurso de bolos


De 6 a 10 de Dezembro de 2017 tem lugar na FIL de Lisboa a Feira de Natal “Natalis“.

Na sua segunda edição a Natalis incorpora um programa repleto de animação para as famílias portuguesas. 

No campo da confeitaria é de destacar o concurso de bolos de Natal “NatalisCake”, organizado pela Academia Profissional de Cake Design das Caldas da Rainha e que conta com o apoio das empresas deKoraProdite ZeelandiaFerneto e Sodifer.

Para além do pão também sobe outro alimento


Conforme foi comunicado recentemente, o preço do pão em Portugal irá mesmo subir em Janeiro de 2018.

Contudo, este não é o único aumento previsto. Os ovos também irão subir de preço. Facto que também afeta o setor industrial de panificação e pastelaria, não fosse o ovo um dos ingredientes mais utilizados nas receitas de confeitaria e também de pão.

Depois da recente contaminação pelo inseticida Fipronil de que foram alvo alguns produtores de ovos europeus, chega o aumento de custos da matéria-prima para o mercado.

E a doçaria conventual será uma das principais afetadas, como é o caso dos produtores de ovos-moles de Aveiro e de Pão-de-Ló.

Que acha da subida do preço do pão em Portugal?


Conforme noticiado na comunicação social portuguesa, o preço do pão em Portugal vai subir cerca de 20% no início de Janeiro de 2018.

Segundo os presidentes das Associações do setor, ACIP (Associação do Comércio e da Indústria da Panificação) e AIPAN (Associação de Industriais de Panificação e Pastelaria do Norte), o aumento dos custos energéticos (combustíveis, gás e eletricidade) aliados à subida do salário mínimo, são as principais razões para a subida do preço do pão. Rubricas que representam mais de metade dos custos de uma empresa que atua neste setor.

O pão é um produto que não teve qualquer tipo de aumento desde 2011 e que, em 2028, aumentará cerca de 20%. Fazendo uma previsão das diferentes regiões de Portugal, apresenta-se os seguintes números:

  • Lisboa – 0,24€
  • Porto – 0,16€
  • Braga – 0,13€
  • Coimbra – 0,17€
  • Algarve – 0,20€

Considera que este aumento do preço do pão é bem ajustado? 

Pão de insetos… Já provou?


Foi na Finlândia que surgiu o primeiro pão feito à base de farinha de insetos, lançado pela empresa finlandesa “Fazer Bakeries” há cerca de um mês atrás.

Mais rica em proteínas do que qualquer pão de trigo normal, a receita deste pão é composta por farinha de grilos secos, farinha de trigo e sementes. Para cada pão de tamanho médio, são necessários 70 grilos 

Este não é o primeiro produto feito à base de insetos na Europa. Anteriormente surgiram os hambúrgueres e almôndegas.

Numa época em que as sociedades acreditam, cada vez mais, na futura escassez de recursos, nomeadamente na alimentação, acreditamos que este será um produto com futuro no mercado. 

Os consumidores que já tiveram a oportunidade de provar este pão dizem que não notam grandes diferenças com os pães mais tradicionais como os de trigo. E você, teria curiosidade e coragem para provar?

Receita Pão de Cacete


Farinha de Trigo 3Kg
Água 2,75l
Sal 80g
Fermento 600g
Açúcar 100g
Melhorante 50g
Manteiga 130g

Introduza todos os ingredientes dentro da Amassadeira Espiral (farinha de trigo, água a 2 ºC, melhorante e sal) e deixe amassar em 1ª velocidade (durante 4 minutos) e em 2ª velocidade (durante 10 minutos). Quando atingir os 9 minutos totais de amassadura acrescente o fermento.

Faça empelos de 8Kg e divida-os em 20 unidades utilizando a Divisora Manual. Não se esqueça de enfarinhar bem os empelos de massa.

Tenda as peças em forma de barra utilizando a Formadora de Cacetes.
Para isso deve afinar a máquina par dar a “barriga” no meio.

Coloque as peças em tabuleiros ondulados perfurados, previamente untados (exceto se estes forem de teflonados), e leve à estufa durante 60 minutos.

Por último, faça três cortes transversais nas peças e leve ao forno de lar durante 22 minutos a uma temperatura de 230 ºC.

Untitled-5

Untitled-4

Livro “O Pão em Portugal”


Uma das grandes obras literárias da padaria portuguesa tem o nome de “O Pão em Portugal”. Um livro que respira a tradição do pão português alimentada por imagens fortes que apetecem saber mais e mais sobre esta arte.

“O Pão em Portugal” de Paulo Chagas e Mouette Barboff:

Wook.pt - O Pão em Portugal