História do Pão


Pão

“O pão terá surgido, juntamente com o cultivo do trigo, há cerca de 6000 anos, na região da Mesopotâmia, atual Iraque. O Egito (2500 a.C.) foi o país da antiguidade onde teve lugar o maior desenvolvimento na produção de pão. Os Egípcios produziram 30 variedades de pão de vários formatos e até em forma de prato circundado de diversos pães que funcionavam como garfos (uma vez que estes apenas apareceram na idade média) e acompanhamento da refeição.

Com a encarnação de Deus em Jesus Cristo, há mais de 2 mil anos, o pão sem fermentação (pão ázimo). Sinónimo de verdade, tornou-se “sacramento da eucaristia”. O “fermento” ou “massa velha” era, para os judeus, sinónimo de malícia.

Como memorial da apressada partida do Egito para a “terra prometida”, os judeus não comem nem pão fermentado nem carne, desde o início do ano religioso. Daí os cristãos novos de Trás-os-Montes terem “escondido” a carne nas bolas e folares. Assim como as freiras que criaram o pão-de-ló para consumirem os ovos nos 40 dias de jejum. Os Gregos (450 a.C.) aprendendo com os egípcios, melhoraram a produção da farinha e aperfeiçoaram a produção de pão amassada à mão por mulheres, ao ritmo do som da flauta.

O grego Homero dizia que o pão era alimento dos deuses e que na terra só os eleitos o podiam comer, pois tinha sido criado pelo deus Pã e a deusa Ceres.

Hipócrates, o “pai da medicina” grego, aconselhava o consumo de pão de farinha integral aos doentes com prisão de ventre.

Ao longo dos séculos, o pão tornou-se um alimento indispensável para grande parte dos povos e no século XVIII os primeiros nutricionistas Billón e Payeu provaram que o pão é indispensável na dieta alimentar.

Com a grande expansão do império romano criou-se a primeira escola de padeiros, difundindo o consumo do pão. A profissão de padeiro também teve os seus santos padroeiros, através do bispo de Amiens em França. No século XVII, a França destaca-se na fabricação de pão, desenvolvendo técnicas aprimoradas de panificação.

Com a revolução industrial, do século XIX surgem as primeiras amassadeiras (hidráulicas ou manuais) mas com elevado custo que fizeram aumentar o preço do pão, baixando o consumo de pão. Mais tarde, surgem as máquinas elétricas com menores custos e que transformam o pão no alimento do povo.”

CARDAPÃO

Baguete


BagueteCaracterísticas: o processo de produção deste pão é igual ao do pão branco, mas a baguete diferencia-se pelo formato alongado e pela casca crocante.

Ingredientes: farinha de trigo, água, sal, açúcar e margarina.

Origem: francesa

Calorias: 80 kcal (fatia de 30 g)

Croissant


CroissantCaracterísticas: popular entre os franceses, o croissant é feito com massa folhada em forma de meia-lua. O segredo do croissant está na massa, que deve ser semi-folhada. A massa semi-folhada possui menos gorduras, menos dobras e leva fermento biológico. As dobras são responsáveis pela separação da massa e das camadas de gordura que proporcionam a “folhagem” do croissant.

Um bom croissant deve ter um bom aspecto, como uma lua em quarto crescente, com uma crosta crocante e uma bela cor dourada. As pontas devem estar descoladas do meio, e o miolo deve ser alvo, arejado, e mostrar a consistência certa.

Os defeitos mais comuns são ser engordurado, pelo uso de manteiga de menor qualidade; massa com sabor muito doce por utilizar muito açúcar para mascarar ingredientes medíocres; cor sem uniformidade, por defeito do forno.
Ingredientes: farinha, açucar, sal, leite, fermento, manteiga e ovo para pincelar.

Origem: francesa

Calorias: 196 kcal (uma unidade sem recheio)

Veja a nossa receita de Croissant de Chocolate ou o nosso Pão de Leite.

Pão Branco


Pão Branco

Características: conhecido como pão francês ou pão de sal, o pão branco tem um miolo revestido por uma casca fina e levemente crocante.

Ingredientes: farinha de trigo, água, sal, açúcar e gordura vegetal.

Origem: francesa

Calorias: 135 kcal (unidade)

Pão Integral


file000266080866

Pão integral

Características:

assim como o pão de forma, o pão integral é uma ótima opção para fazer qualquer tipo de lanche, mas com uma diferença: traz ingredientes mais saudáveis. “O pão integral é rico em fibras, o que garante mais saciedade e tira a vontade de comer a todo o momento. O ideal é que a pessoa faça um rodízio de todos os sabores de pães integrais, como linhaça ou aveia porque cada um vai ter um benefício em particular para a saúde”, diz Gabriela Maia.

Ingredientes:

farinha integral, farinha de trigo, açúcar mascavo, óleo, sal e grãos (opcionais)

Origem:

variação do pão caseiro, de origem egípcia

Calorias:

65 kcal (uma fatia)

 

Veja a nossa receita de Pão de Forma Integral!

Especiarias


Especiarias

Muitas são as ervas aromáticas e as suas especiarias utilizadas na confeção da massa do pão.

Estas contribuem para dar um melhor sabor, a aparência e o aroma do seu pão.

Alguns dos sabores mais utilizados e exóticos são: canela, noz-moscada, gengibre, sementes de sésamo, cominhos, salsa, coentros ou anis.

Sal


sal

O sal deve ser adicionado ao início, junto com a farinha.

Por um lado, o sal tem uma função de atribuir sabor, mas por outro, desempenha um papel fundamental na correta ação do fermento, tornando-a mais lenta e assim ajuda com que a massa cresça de forma uniforme.

Ovos


ovo

Este alimento integra a composição dos pães enriquecidos, de textura semelhantes à dos bolos e crosta macia. Por norma, os ovos são batidos antes de serem misturados com os outros ingredientes.

Experimente os nossos bolos, clique aqui!

Açúcar


açucar

Antigamente este ingrediente fazia parte da confeção de todos os pães, pois ativava o fermento, esta necessidade desapareceu com o surgimento do fermento moderno.

Porém há quem diga, que a adição de um pouco de açúcar às massa contribui para obter melhores resultados.

Se recorrer ao açúcar branco ou amarelo, deve mistura-lo com a farinha; já se escolher melaço, mel ou um xarope, convém misturá-lo com água ou o leite, para que seja ligeiramente aquecido.

Frutos Secos


frutos secosOs frutos secos entram na preparação, enriquecendo as suas receitas de forma única, conferindo-lhes sabores bem originais. Podem ser misturados na massa aquando da sua confeção, ou adicionados depois desta repousar.

Neste último caso, é conveniente pré-aquecer os frutos para que não interfiram com a fermentação. Fundamental é cortá-los de forma grosseira e misturá-los manualmente.

Já se recorrer à batedeira elétrica, as lâminas cortá-los-ão, prejudicando a aparência e o verdadeiro sabor do pão.